Maputo, Moçambique (25 de Fevereiro de 2025) – No âmbito das celebrações do Mês dos Heróis Nacionais, assinalado a 3 de Fevereiro, data instituída para homenagear os moçambicanos que, com coragem e espírito de sacrifício, deram as suas vidas na Luta de Libertação Nacional, o Instituto de Pesquisa da História da Luta de Libertação Nacional (IPHLLN) está a promover, ao longo do mês de Fevereiro, um conjunto de actividades culturais e educativas, com vista à preservação da memória histórico e à valorização do legado dos heróis nacionais.
As celebrações incluem uma exposição fotográfica, feira do livro e palestras subordinadas ao lema “50 Anos de Independência: Consolidando a Unidade Nacional, a Paz e o Desenvolvimento Sustentável”, patente no Monumento e Centro de Interpretação em Homenagem aos Combatentes Perecidos Durante a Luta de Libertação Nacional.

No curso das atividades, o Centro de Interpretação recebeu, nesta quarta-feira, uma visita do Comando do Exército da Cidade de Maputo. Durante a visita, os militares tiveram a oportunidade de compreender o significado dos nomes gravados na parede memorial em honra aos Combatentes Perecidos, bem como de apreciar a exposição fotográfica que retrata momentos marcantes da história da Luta de Libertação Nacional.
Nesta visita, contornou igualmente a presença do Combatente Manuel Perpétua Benjamim, Veterano da Luta de Libertação Nacional, que partilhou com os militares recentemente enquadrados, sobre o percurso histórico da luta de Libertação, desde o período colonial até à proclamação da Independência Nacional, em Junho de 1975.
Na sequência, os militares saudaram a iniciativa, afirmando que, embora já conhecessem o local, não compreenderiam plenamente o significado simbólico do monumento. Os instrutores manifestaram ainda o interesse em levar mais eficazes de sua unidade ao visitar aquele espaço de relevante interesse histórico e patriótico.
No final das atividades, o IPHLLN ofereceu ao Comando do Exército exemplares de livros obtidos pela instituição, fruto de pesquisa e investigação histórica, destinados ao enriquecimento do acervo da biblioteca daquela unidade militar.
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Foto de ocasião do IV Seminário Metodológico
Trata-se de Seminários Metodológicos Cíclicos que tiveram início em Angola, onde foi feito o _concept note_ referente ao índice indicativo dos métodos de pesquisa, à identificação e sincronização das fontes de informação em várias frentes: educação, cultura, produção, frente armada e participação clandestina da mulher na luta, entre outras.
No seu discurso de abertura, a Ministra dos Combatentes, Nyeleti Mondlane, referiu que Moçambique, ao acolher a assembleia de investigadores, Combatentes e Guardiões da memória histórica nacional dos PALOP, "não estamos simplesmente a ocupar um espaço físico de debate académico, estamos, sim, a honrar um solo sagrado que, tal como o de cada uma das nossas nações irmãs, foi regado com o sangue dos filhos e filhas de África, que consagraram as suas vidas ao ideal supremo de liberdade e da dignidade dos nossos povos".
O governante avançou afirmando que, a realização do Seminário supra, em situações adversárias, descrevendo por cheias que assolam as regiões centro e sul de Moçambique que têm vidas ceifadas, infraestruturas destruídas e deslocadas centenas de milhares de cidadãos, reafirma o compromisso inabalável do Estado moçambicano com a preservação da memória histórica e o fortalecimento dos laços de fraternidade entre os povos dos PALOP.
O IV Seminário Metodológico do HLLN dos PALOP que ocorre em Moçambique, cidade de Maputo, de 28 a 30 de Janeiro corrente. conta com o testemunho vivo dos Combatentes de Moçambique Joaquim Chissano, Óscar Monteiro, Eduardo Nihia e Armando Panguene, e de Angola, Luzia Inglês Vandúnem.
O evento contou com a participação de investigadores dos 5 países membros dos PALOP, coordenadores supranacionais e nacionais, e Combatentes da Luta de Libertação Nacional.
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O Instituto de Pesquisa da História da Luta de Libertação Nacional (IPHLLN) realizou, nos finais de Fevereiro do ano corrente, uma mesa-redonda com vista a aprimorar metodologias de pesquisa e troca de experiências com outras instituições que lidam com pesquisa em ciências sociais.
O IPHLLN, através do Departamento de Pesquisa e Divulgação, realizou, no passado dia 24 de Fevereiro, uma mesa-redonda sobre “Noções Metodológicas de Pesquisa da História”. O evento teve lugar no Centro de Interpretação em Homenagem aos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, situado ao Largo da Praça dos Combatentes, na Cidade de Maputo.
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No acto de abertura, o Director-Geral do IPHLLN, Bernardo Nakatembo, enunciou os objectivos do seminário, tendo referido que o evento visava o refrescamento dos técnicos em técnicas de pesquisa em ciências sociais, tratamento e divulgação dos conteúdos recolhidos na comunidade dos veteranos e dos combatentes da soberania e democracia, objecto das suas obrigações.
A mesa-redonda teve, dentre outros temas, as Metodologias de Pesquisa da História; Ética e Responsabilidade na Pesquisa; Fontes de Pesquisa da História; Desafios na Pesquisa da História da Luta de Libertação Nacional; Defesa da Soberania e da Democracia, Desafios no Mapeamento e Divulgação de Locais históricos; e Desafios na Mobilização de Fundos para o Financiamento de Pesquisas.
Observância rigorosa das técnicas
O Professor Doutor Carlos Mussa, o primeiro palestrante do evento, ao debruçar-se sobre as Metodologias de Pesquisas nas Ciências Socias, apoiou-se da sua historicidade. Explicou que em cada uma das disciplinas das ciências sociais tem o seu método adequado para a pesquisa, daí haver necessidade de melhor conhecimento para conseguir resultados desejados.
O professor alertou que a pesquisa social é um exercício sensível porque deve-se evitar entrar em campos, sob pena de se invadir em “território alheio” do indivíduo.
“A qualidade dos resultados da pesquisa científica, no ramo da história, depende do grau de observância rigorosa das metodologias de pesquisa”, disse o Professor Mussa.
O Professor Doutor Blaunde Patimane, filósofo e docente universitário, que tratou do tema “Ética e responsabilidade na pesquisa”, dissertou sobre a Ética do ponto de vista epistemológico. Na sua alocação, vincou que na pesquisa deve-se evitar a má conduta do investigador e o conflito de interesses.
O professor aconselhou, sobre a essa matéria de conflito de interesse, a necessidade de se preparar o campo para que a fonte de informação seja levada, voluntariamente, a dar a entrevista.
“Não se pode atribuir citações sem acordo comum e nem pode-se obrigar a fonte a falar. O mais ético é pedir autorização para identificar a fonte ao longo do trabalho”, recomendou o professor Blaunde.
Insegurança das fontes
Já a investigadora do IPHLLN, Clinarete Munguambe, falou sobre “As Fontes de Pesquisa da História e sua Complementaridade”. Inspirando-se no seu tema de pesquisa para doutoramento, levantou as dificuldades, limitações e divergências das fontes. Partilhou a sua experiência no exercício da confrontação das informações dadas por diversas fontes, tendo em conta que algumas delas tendem a ocultar ou omitir informações, por razões de vária natureza, podendo ser individuais ou colectivas.
Calisto Baquete, o Chefe do Departamento de Pesquisa e Investigação, recorreu a experiência no campo de pesquisa da História da Luta de Libertação, da Defesa da Soberania e da Democracia, elencando exemplos de dificuldades que se traduziram em desafios na pesquisa.
Baquete apontou para as dificuldades que muitas das vezes são encontradas na recolha de depoimentos entre os veteranos e combatentes da soberania e democracia, apontando o silêncio como método de sonegação de informação de utilidade pública e, sobretudo, quando não são disponibilizados incentivos para tal.
Dr Ângelo Happi Joaquim, do Ministério da Cultura e Turismo, falou dos “Desafios no Mapeamento e Divulgação de Locais Históricos”. Partilhou a sua experiência na área de construção, restauro e valorização do património cultural, bem como dos métodos de promoção e divulgação do património cultural e turístico.
O último tema foi apresentado pelo Professor Doutor Paulino Ricardo da UNESCO, que desafiou as instituições de pesquisa, como o IPHLLN a dominarem e apropriarem-se dos convénios da UNESCO nos quais vão poder encontrar mecanismo e prazos para concorrer a aquisição de fundos para financiar a pesquisa.
Para o docente e Coordenador da UNESCO em Moçambique, muitos projectos são reprovados por causa da corrupção ou imprecisão das metodologias aplicados na solicitação dos financiamentos.
O Coordenador partilhou o calendário para a submissão dos projectos de financiamento e recomendou que as instituições interessadas em beneficiar dos fundos, através da UNESCO, devem consolidar os seus sectores de Planificação e Cooperação, por forma a dominarem as fontes de financiamento e os critérios acessos aos financiamentos.
No encerramento do evento, o Director-Geral do IPHLLN apelou aos técnicos de pesquisa do Instituto para, a partir desse seminário, partirem para o campo de pesquisa robustamente munidos de ferramentas que lhes vai permitir recolher depoimentos de qualidade às das técnicas e ética recomendas nas ciências. Nas circunstâncias, o Director-Geral declarou aberto o Ano Operacional de 2023.
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A Ministra dos Combatentes, Josefina Mpelo, visitou no passado dia 03 de Março corrente, o Centro de Interpretação em Memória aos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (CIMCLLN) para se inteirar do seu funcionamento e discutir com a Direcção do IPHLLN mecanismo de sustentabilidade. O empreendimento, localizado ao Largo da Praça dos Combatentes, na Cidade de Maputo, é operacionalizado e gerido pelo Instituto de Pesquisa da História da Luta de Libertação Nacional (IPHLLN) desde a sua inauguração em 2019, pelo Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República de Moçambique.
Josefina Mpelo foi recebida pelo colectivo de Direcção, que o acompanhou na visita guiada que a governante efectuou ao mural com os nomes dos combatentes tombados na luta pela independência nacional, entre 1964 e 1974.
MA Ministra dos Combatentes, Josefina Mpelo, na visita ao mural com os nomes dos combatentes tombados na luta pela independência de Moçambique. |
O Director-Geral do IPHLLN durante a apresentação à Ministra dos Combatentes do relatório de actividades do Centro de Interpretação |
No percurso do mural, de cerca de 60 metros de comprimento, a Ministra dos Combatentes recebeu explicação sobre as circunstâncias em que muitos combatentes tombaram, fundamentalmente nas frentes de Cabo Delgado, Niassa, Tete, Zambézia, Manica e Sofala.
No Salão das Exposições, Josefina Mpelo visitou a exposição permanente e reuniu-se com a Direcção do IPHLLN e com os funcionários afectos ao Departamento de Documentação e Informação.
No encontro, o Director-geral do IPHLLN, Bernardo Nakatembo, apresentou o informe sobre as actividades realizadas entre 2019, o ano da inauguração até 2022, no qual destacou o contexto em que surgiu o CIMCLLN, ressalvando o papel desempenhado pelo Tenente-General na Reserva Raimundo Domingos Pachinuapa nesse processo.
O Centro de Interpretação surgiu na sequência de uma proposta do General Raimundo Pachinuapa, que foi o Comandante da FRELIMO, em Cabo Delgado durante a Luta de Libertação Nacional. Foi ele que sugeriu a construção de um mural com os nomes dos camaradas seus tombados nessa epopeia libertária.
De acordo ainda com o Director-Geral, a proposta foi analisada, aprovada e melhorada pelo Governo, que desembolsou os fundos para a construção do presente Centro de Interpretação e do Monumento da Praça dos Combatentes.
Adiante, o Director-Geral do IPHLLN apresentou de forma sucinta o relatório de actividades do CIMCLLN, destacando a realização de exposições, visitas guiadas, feiras de livros e seminários, bem como o apoio prestado aos pesquisadores e aos estudantes que visitam a instituição para enriquecerem os seus trabalhos de pesquisa.
A título de exemplo, Bernardo Nakatembo apontou as actividades realizadas no mês de Fevereiro, nomeadamente a exposição alusiva ao mês do Heróis Moçambicanos e a mesa-redonda sobre “Noções Metodológicas de Pesquisa da História” que tiveram lugar naquele recinto.
Após ouvir o informe, a Ministra dos Combatentes disse que a visita que efectuou visava conhecer melhor o Centro de Interpretação e as actividades que realiza, bem como informar-se sobre o funcionamento e gestão.
Na reunião, Josefina Mpelo desafiou a instituição a definir bem as suas atribuições, para desfazer a percepção segundo a qual há sobreposição com as actividades do Museu da Revolução.
No final da visita, a Ministra dos Combatentes encorajou a Direcção do IPHLLN para potenciar o Centro de Interpretação e enriquecer o espólio de que dispõe, a fim de torná-lo num local turístico e de pesquisa de referência, onde se deve narrar a trilha da história da Luta de Libertação de Moçambique.

A Ministra dos Combatentes, Josefina Mpela, pousou para a posteridade com os membros da Direcção e funcionários do IPHLLN
A ideia de criação de um Centro de Interpretação em Memória dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional foi do Tenente-General na reserva Raimundo Pachinuapa. Em Fevereiro de 2011 foi debatida na 3ª Sessão do Comité Nacional da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional. Em seguida foi encaminhada para o Conselho de Ministro para a sua materialização, com o objectivo de valorizar os combatentes perecidos durante a Luta de Libertação Nacional.
Com efeito, o Ministério dos Combatentes levou a cabo, entre 2011 a 2014, a pesquisa e o registo de nomes de combatentes perecidos nas diversas frentes, incluindo nas prisões e cadeias da PIDE/DGS. Em 2019, Sua Excelência Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, procedeu à inauguração do Centro de Interpretação e do Memorial da Praça dos Combatentes.
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Maputo, Moçambique (16 de Fevereiro 2023) – No âmbito das celebrações do Dia dos Heróis Moçambicanos, o Instituto de Pesquisa da História da Luta de Libertação Nacional (IPHLLN) apresentou entre 13 a 26 de Fevereiro último uma exposição denominada “EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA ALUSIVA AO MÊS DOS HERÓIS MOÇAMBICANOS”, cujo lançamento decorreu no Bairro Militar, em Maputo, no dia 3 de Fevereiro.
O Director-Geral do IPHLLN, Bernardo Nakatembo, na recepção de parte dos alunos que vistaram a exposição alusiva ao mês do Heróis Moçambicanos |
Sob o lema "IPHLLN Celebrando a Vida e Obra dos Heróis Moçambicanos", a exposição, constituída por fotografias obtidas entre 1962 e 1974 - período em que decorreu a preparação e a execução da luta pela independência de Moçambique, decorreu no Centro de Interpretação da História da Luta de Libertação Nacional, situado no largo da Praça dos Combatentes (Xiquelene), na Cidade de Maputo. Pesquisadores, docentes, estudantes, turistas e o público em geral visitaram a mostra que atraiu muito público.
Estudantes do Colégio Kitabo na visita à exposição alusiva ao mês do Heróis Moçambicanos no Centro de Interpretação da História da Luta de Libertação Nacional |
O Instituto de Pesquisa da História da Luta de Libertação Nacional é uma instituição pública tutelada pelo Ministério dos Combatentes, criada pelo Conselho de Ministros através do Decreto n.º 66/2021, com a missão de pesquisar e divulgar a História da Luta de Libertação Nacional e da Defesa da Soberania e da Democracia.
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